Saturday, April 18, 2009

A Bandeja

O poeta
põe a alma, o fígado e uma paisagem
numa bandeja
Umas vezes tempera com um sorriso
outras com uma lágrima
e ás vezes com limão (que dá para tudo)
Dá-se a servir dizendo:
Isto sou eu!

Há quem se repaste
e quem apenas molhe o pão…

Assim se nasce para se matar
Assim se morre para se parir

É este sangrar constante
Dar-se a ser o que não é
Que o faz escrever, ser errante
Correr sem saber de quê

Poeta, eu?!
Nem morto!!!

Obrigado a João Monge por me ter dado de "bandeja" a liberdade de publicar este seu poema de que eu tanto gostei.
Clicar aqui para o blogue pessoal do autor.

3 comments:

j. monge said...

eu é que agradeço a publicação.
um abraço!

AR said...

A poesia é a arte de se afirmar o que não se é...e de negar o que se é!

Mariana said...

Love it

How Many