Friday, November 17, 2006

Essência

Alguns momentos lembram o quão efémero é o ar que respiramos

Cruzamo-nos com quem está longe da essência

Em cada esquina, cada conversa, cada memória, encontramos o vão

É sempre nesse vão, em que habitam os desprovidos

Nesse vão que nos lembra que mais do que tudo

Somos tristemente mortais

Presos a leis da física e "troca o passo"

Somos marionetas da vida presas num imenso emaranhado de cordas

O movimento de uns, é impingido a outros tantos

Um simples ai, é um coro geral...

Obrigados à convivência, obrigados a pertencer uns ao outros.

Passo a passo, movimento a movimento, encontraremos a combinação perfeita

E aí, libertos da encruzilhada de fios

Esquecemos as condições, as razões os "senões" e os porquês,

Inertes, intocáveis

Das cordas restaram asas!

E o limite será a essência...


Isto só surgiu por causa de um "quase assalto" ... Estranho!

4 comments:

ines. said...

gostei muito : )
beijinhos *

Rui Luís said...

Muito bom, André.
Devias criar e publicar novos textos. É sempre agradável ler algo teu.
Continua com o bom trabalho.

Abraço.

meRy said...

Eu tenho um mano escritor :)
o ar que respiramos é realmente efémero.. mas tenho vindo a reparar que só ponderamos isso quando paramos realmente para pensar. quem não precisa deste momento de reflexão é realmente sortudo.
um quase assalto ? lol

manooo *'s

Anonymous said...

"quase assalto"?

És especial, e consegues transmitir isso para o que escreves.

*

How Many