Duas frases batem incessantemente na minha cabeça
e quando é preciso verbalizar os pensamentos para confirmar a sua ingrata realidade
é estar mais além, para lá do traço nítido, para lá de onde o sol nascera
Vou-me embora vou partir, à terra vou voltar e dela tentar ser
Para nela ser também...
Com seus olhos rugir, e em seu cerne ferver.
Crescer, voltar a ser.
Monday, July 27, 2009
Thursday, July 23, 2009
Certos de Nós
As complicações humanas...
Sempre tão complicadas
Os laços, e desenlaces, deslaçados
As mãos de poros dados à espera de descer a rua
Os beijos que sabem a nada
O tudo que apela ao resto
Os desencontros tardios na velha estação
Tantos que partem, tantos que vão
Os sentidos, os sentidos
As mágoas que partidas ressaltam em mil estilhaços.
Tal espelho partido em cascata
Tal dor, tão fina que rasga a razão
As vozes soltas,
Como cavalos brancos
Traçando um rasto de água na planície
E as batalhas carecem dessa falta
Desse desalento moderno,
Desse abismo que se perde no horizonte
Resta-nos a nós, fechar os olhos
Estancar a roda dos pensamentos
Sentir o calor da vela
Seguir depois, hirto
Certo de mim.
Certos de nós.
Sempre tão complicadas
Os laços, e desenlaces, deslaçados
As mãos de poros dados à espera de descer a rua
Os beijos que sabem a nada
O tudo que apela ao resto
Os desencontros tardios na velha estação
Tantos que partem, tantos que vão
Os sentidos, os sentidos
As mágoas que partidas ressaltam em mil estilhaços.
Tal espelho partido em cascata
Tal dor, tão fina que rasga a razão
As vozes soltas,
Como cavalos brancos
Traçando um rasto de água na planície
E as batalhas carecem dessa falta
Desse desalento moderno,
Desse abismo que se perde no horizonte
Resta-nos a nós, fechar os olhos
Estancar a roda dos pensamentos
Sentir o calor da vela
Seguir depois, hirto
Certo de mim.
Certos de nós.
Sunday, July 19, 2009
6:00 am
6 da manhã, o mundo desperta em ebulição
As palavras correm os aquedutos dobrados
As esquinas saem-nos ao caminho
Os astros cintilam banhados pelas cores dos copos
Que espalhados em estilhaços atiçam as chamas de um novo dia
Tuesday, July 14, 2009
Saturday, July 04, 2009
é só não dizer não
Por mais que eu te tenha dito que não é bonito andar por aí sim, por mais que te avisasse que não fica bem ir tão mais além sem saber porquê, nem também por quem. Por mais que tenha dado e não emprestado, por mais que te tenha escrito dado um veredicto. Por mais que tenha guardado, deixado recado. Por mais que tenha gritado e a fera amansado. Por tanto que foi tão de mais, que depois de tanto, porquê e portanto...
Mordeste o isco, ao menor chuvisco, foi só agarrar! E no fim... Valerá a pena a fera amansar?
Porque não é sorte, é bem mais que morte, e é nem gostar. É sair, e pensar não vir, e nunca amarar. É voar e por estar tão alto estar ao pé do chão. É cair, e sempre a subir nunca dizer não.
Sabe a voz que me é atroz, já não estamos sós, somos só normais. Diz adeus ao velho zangado perdem-se as vogais restam os sinais. Pede o prato e o guardanapo, diz adeus ao sol abre este portão. E a estrela que cai tão cadente encontra no futuro um bem tão bem diferente. E a alma que espelha a verdade terna lealdade, farta precariedade. De um mundo redondo, infinitamente estranho. Resoluto e frio decidiu criar, foi só pôr mão, prà gente se dar. Nesta estrada, neste bairro, neste arrabalde distante e profano, neste burgo tão louco e insano. Pensam cansados estes mais que avisados, tristes por pensar, sem dúvida.
Não vale a pena ficar a olhar para o chão, a passagem é programada, terá sempre solução. Está em ti, está em mim, está na Palma da Mão. Está aqui, está ali, é só não dizer não.
Aos meus amigos:
Tiago, Rui Luís, Andreia, Mariana, Inês, Rita, Gustavo, Tiago B, António e Rosa
A outros que estão cá tanto: JP, JP...
À restante família, e a toda a malta que partilha comigo o carro. Ao Astra... ao piano, ao Steinway, à Takamine...
Obrigado

Mordeste o isco, ao menor chuvisco, foi só agarrar! E no fim... Valerá a pena a fera amansar?
Porque não é sorte, é bem mais que morte, e é nem gostar. É sair, e pensar não vir, e nunca amarar. É voar e por estar tão alto estar ao pé do chão. É cair, e sempre a subir nunca dizer não.
Sabe a voz que me é atroz, já não estamos sós, somos só normais. Diz adeus ao velho zangado perdem-se as vogais restam os sinais. Pede o prato e o guardanapo, diz adeus ao sol abre este portão. E a estrela que cai tão cadente encontra no futuro um bem tão bem diferente. E a alma que espelha a verdade terna lealdade, farta precariedade. De um mundo redondo, infinitamente estranho. Resoluto e frio decidiu criar, foi só pôr mão, prà gente se dar. Nesta estrada, neste bairro, neste arrabalde distante e profano, neste burgo tão louco e insano. Pensam cansados estes mais que avisados, tristes por pensar, sem dúvida.
Não vale a pena ficar a olhar para o chão, a passagem é programada, terá sempre solução. Está em ti, está em mim, está na Palma da Mão. Está aqui, está ali, é só não dizer não.

Tiago, Rui Luís, Andreia, Mariana, Inês, Rita, Gustavo, Tiago B, António e Rosa
A outros que estão cá tanto: JP, JP...
À restante família, e a toda a malta que partilha comigo o carro. Ao Astra... ao piano, ao Steinway, à Takamine...
Obrigado

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