Saturday, July 19, 2008

Verão, Outubro de 1984


Férias, meu bem... estamos de férias
O sol ríspido e seco arranha e sufoca a pele
Contra o quente, a derreter chão de rocha escura
Mordemos a ultima gota de suor

Abraçamos numa pancada o fundo do ralo
Por onde se esvai a ultima gota
A visão turva-se as pálpebras cerram-se parcialmente
Neste sufoco impiedoso, escaldante
Deserto, tão perto que imagem ...

Ao longe um oásis:
A rocha turva na água doce por entre a vegetação verdejante
Um manto de musgo húmido retalhado pela sombra
Pingado pela agua fresca que escorre da minha boca

Tenho sede, tenho falta de ar... aperto o meu pescoço...
E a estrofe antecedente consome os meus sentidos
Faz o suor que limpo da testa deixar de ser salgado
Invalida os cortes da pele ressequída no calcanhar

O pó quente e seco, por todo o lado...
Motores que ainda trabalham, quentes, secos...
Forças da natureza... Que equilíbrio perfeito.

Alucino, o oásis de que necessito
Manto fundo de água doce e fresca
Água, como ceda desliza fria no mergulho
Atenção que é doce... Sacia esta sede

Ahhsaa...glup...slop...xap...plim...glip
Amo-te água

1 comment:

Theresa said...

Good for people to know.

How Many