Tuesday, June 28, 2011
Anjo Branco - A Saramago, por Saramago
Thursday, April 30, 2009
Palavras....
Doces e catitas
Palavras esmeradas
Que encantam armadas
Palavras distantes
De tão importantes
Palavras afoitas
De tão relutantes
Palavras que bastam
Que marcam instantes
Palavras que são só por si
Bons amantes
Palavras que têm um cravo na mão
Palavras que espalham a minha afeição
São pois as cuidadas
Que trazem pudor
E as mais brejeiras
Que espalham o horror
Quando de par em par
A malícia é certa
É bom que não fique
A porta aberta
São feitas em nós
Com fogo e emoção
As que voam pra lá do gesto de uma mão
Palavras bonitas
Tão fortes
Catitas
Palavras que vêm
Do meu Coração
Wednesday, April 29, 2009
Antes Lúdico que guloso
Titulo?!! Rápido alguma sugestão?
Antes Lúdico que guloso
Calmaria, cerrada, aperta o peito
Num mote de plágio ao ser mais perfeito
Uma alma penada sobre o parapeito
Canta a noite num presságio de morte
Fundo, cavando em seu leito tua sentença
Cresce a madrugada no último dia do ano
Busco a deixa primordial para o verso sub-humano
Lá fora a chuva cai mas eu preferia aguardente
Para reavivar o meu cérebro demente
É forte a tormenta das sinapses queimadas
Entre gestos débeis e gastos
Sucedo-me ao mago que sabe cantar
E que apregoa estar sempre a jantar
Falta-me inspiração para escrever poesia
A imaginação foge-me como uma enguia
Também não tenho voz para poder cantar
A hora é tardia não consigo pensar
Com mil milhões de macacos, nobres casacos
Rotos aqui e ali remendados
Portadores de tristes fados
Pertencentes a cavaleiros guerreiros solteiros, a eternos enamorados
Esmifro os carcomidos caroços
Do que ainda me resta para contar
Palavras calmamente apressadas
Já que o sono do mago teima em chegar
A noite cai em Rio Maior
A vida para o ano há-de ser melhor
Se a tosse comigo não acabar
Cá estarei nas tasquinhas para me embebedar
Possam estas palavras populares
Ser o fruto bruto do meu natural pensamento
Possa o amor que aqui detenho
Caber nesta conversa, nesta mão vincada a ferros de tão pouco tamanho
Tenho em mim o jovem expedito
Que põe fim ao maldito degredo
Das mais líricas conversas de tasca
Às externas políticas de medo
Gustavo Andrade, Luís Gravito e André Sebastião
Três genialidades remetidas ao teclar exasperante...
Saturday, January 12, 2008
Eu só tenho um casaco... Psst. não chora!
Sossega os olhos, sente a brisa frescaEncosta a cabeça no meu dorso e dorme
Não precisas de chorar
As tuas lágrimas não chegam para limpar o pó do meu casaco
Sujo, empoeirado; sabes que mais, nunca foi lavado...
Se fosse perdia o brilho e a historia
O meu casaco tem mil buracos, é da traça e do arame farpado
Montês o gato da minha vizinha, ajudou
Aqui e ali com uns rasgões meticulosamente estudados
De maneira a que as costuras dessem de si
Sim... Já não é um casaco,
É mais um farrapo...
Mas faz frio e pouco me importa isso.
Vou continuar de mão estendida
Pode ser que almoce...
Psst.... não chora
5/1/2008
1:54 - dormir
Desenho: do Rui